Resenha | A Herdeira (A Seleção #4) – Kiera Cass

a-herdeira-kiera-cassTítulo OriginalThe Heir (A Seleção #4)

Autora: Kiera Cass

Editora: Seguinte

Sinopse: Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

Para ler as resenhas dos outros livros da série, clique:

Resenha A Seleção (#1) | Resenha A Elite (#2) | Resenha A Escolha (#3)

Esta resenha contém spoilers da série, caso não tenha lido os livros anteriores.

Quando terminei de ler A Escolha, fiquei meio órfã. Apesar da história ter terminado de uma forma muito satisfatória pra mim, quando você gosta de um determinado enredo/universo, você nunca quer que aquilo acabe. Então é óbvio que fiquei super feliz com o anúncio que teríamos não só um, mas dois livros extras para a série A Seleção. Comprei A Herdeira em pré-venda, e poucos dias depois que chegou, eu li o livro, e mais uma vez me encantei.

A Herdeira se passa vinte anos após A Escolha, e agora é contado do ponto de vista da princesa Eadlyn Schreave, filha mais velha do Rei Maxon e da Rainha America *insira seu surto fangirl aqui*. Eadlyn tem um irmão gêmeo, Ahren, e mais dois irmãos mais novos, Kaden Osten, e é a herdeira do trono, futura rainha de Illéa.

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De primeira, achei Eadlyn extremamente fútil, chata, mimada e muito, mas muito prepotente. Sério. Fiquei surpresa, porque apesar de todos os seus defeitos, nem Maxon nem America são assim. (Até pensei que a Eadlyn herdou a personalidade do avô, o Rei Clarkson, mas enfim). Mas a medida que a leitura foi fluindo, eu comecei a perceber que tudo isso não passava de uma fachada. Uma maneira da Eadlyn se proteger de mágoas do mundo lá fora. Ao menos, é como eu a vejo agora. Sim, ela tem a personalidade forte, decidida e determinada da mãe, mas ela também tem um pouco da ingenuidade do pai. Não conhece muito o que se passa além dos portões do Palácio, e precisa aprender muito sobre si mesma e sobre o mundo antes de ser rainha. Algo que apenas o tempo lhe dará.

De primeira, Eadlyn não quer nem saber de Seleção, mas seu pai a convence que pode ser uma boa ideia por vários motivos (entre eles, manter a população ocupada enquanto ele tenta lidar com rebeldes que estão novamente surgindo). Vale salientar que nessa época, as castas que dividiam o país não existem mais. Pois é. Maxon e America conseguiram dissolver as castas, mas isso também trouxe uma série de problemas que eles não esperavam, e eles precisam lidar com isso.

“Era estranho. Basicamente, cada um dos garotos do andar de baixo era uma opção, se eu tivesse mesmo que escolher. E cada um deles poderia facilmente lançar minha vida num rumo diferente. Eu não gostava disso. Queria ser responsável pelo meu caminho. Pensei se essa não seria a razão para eu ter erguido uma muralha à minha volta: talvez eu sentisse medo de que alguém cruzasse essa barreira e tomasse o controle da minha vida.” | Pág. 251

Uma coisa que eu gostei muito, mas muito mesmo, foi a relação da Eadlyn com seu gêmeo Ahren. Ahren é descrito como um mini-Maxon, e não só pela aparência. Ele parece muito com o pai porque é gentil, é dedicado, é amoroso, mas é mais maduro em relação ao amor do que Eadlyn, e acho que isso vai fazer muita diferença no resultado final da história. *sendo vaga de propósito*

A relação de Eadlyn com seu pai e mãe também é muito legal de ver, apesar de ter seus pontos baixos. Mas aí a gente lembra que a Eadlyn só tem dezoito anos e é uma adolescente. Mesmo que seja uma princesa educada e esteja sendo treinada para governar um país um dia, ela tem suas próprias inseguranças e medos, e também sua cota de más decisões e explosões de humor.

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Enfim, eu gostei demais do que a Kiera trouxe nesse livro, não só pela novidade de uma Seleção com 35 homens para 1 princesa (coisa inédita na história de Illéa, aliás), dos pretendentes (tenho meu favorito, mas alguns deles são fofos demais <3) como também por todas as questões levantadas. Como o fato de Eadlyn ter certeza que não precisa de um marido para governar, fato que ela repete várias vezes e que Maxon contesta dizendo que o ponto não é esse. Ela pode, sim, governar sem um marido. Pode muito bem viver e nunca se casar. Mas, como pai e rei, ele sabe que é muito melhor se ela tiver alguém ao lado dela para compartilhar o fardo, e honestamente, eu acho que foi isso que a Eadlyn ainda não entendeu (não completamente).

Você pode ser corajosa e ainda ser feminina. Pode liderar e ainda gostar de flores. E o mais importante: pode ser rainha e ainda ter um marido.” | Pág. 378

E claro, como a Kiera ainda é a Kiera, ela termina o livro num twist que me deixou tensa e preocupada, mas esperançosamente tudo se acertará no 5º livro (ainda sem título, capa ou data definidos).

"Não tenho certeza se qualquer pessoa sabe o que procura até encontrar."
“Não tenho certeza se qualquer pessoa sabe o que procura até encontrar.”

Enfim, eu mal posso esperar pelo quinto livro e o que ele trará. Espero muito que a Eadlyn consiga ver as coisas por uma perspectiva diferente depois de tudo que aconteceu no final do livro (foi um twist atrás do outro, Kiera sua má!), e que as coisas se resolvam bem no final. *e que ela fique com o Kile pfvr*

E é isso por hoje. Contem o que acharam da resenha e vejo vocês em outros posts! :*

“Só tenho um coração, e quero poupá-lo para a pessoa certa.” – Princesa Eadlyn Schreave | A Herdeira, pág. 183

Stay inspired.

Imagens: [1] [2] [3] [4]

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About Raquel Rodrigues

25 anos, cristã, enfermeira. Tenho alma de fangirl e sou viciada em twitter e chocolate. Amo coca-cola, e quase tudo que engorda (o que é uma pena). Amante da minha cama, de livros, música em inglês, seriados, e quase tudo que envolva super-heróis. Procrastinadora quase profissional. Aspirante à escritora, romântica incurável, sonhadora eterna. ;)

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