Filme | Como eu odiava matemática

inspiration-box-resenha-como-odiava-matematicaNome original: Comment J’ai Détesté les Maths

País de origem: França

Ano: 2014

Duração: 1h43

Gênero: Documentário

Direção: Olivier Peyon

Sinopse: Nós poderíamos ter sido felizes rindo da matemática se não tivesse tomado um lugar tão importante em nossa sociedade: a Apple, Google, Goldman Sachs nada mais são do que algoritmos e fórmulas. Como a matemática acabou sofrendo tal falta de interesse no exato momento em que ela domina o mundo? 

Através de uma viagem aos quatro cantos do mundo em companhia dos maiores matemáticos, incluindo Cédric Villani (Medalha Fields 2010)

Qualquer pessoa que em seus anos de escola sofreu com a tentativa de resolver um problema matemático certamente chegou ao momento em que se perguntou: Por que devo estudar isso se não usarei no futuro? E é com essa pergunta que o cineasta Olivier Peyon começa seu filme “Como eu odiava matemática”, apontando que mesmo sendo algo tão universal e base para tantas questões, desde projetos até a economia, o ser humano sente um certo orgulho em odiar a matemática.

O filme começa mostrando cerca de 20 entrevistados ao redor do mundo, reclamando sobre aulas de matemática e por fim traz especialistas como Dhombres, Villani e professores da área, para explicar como a matemática pode ser tanto amada por alguns e odiada para o resto das pessoas.

Ao longo da narrativa Peyon levanta problemas no ensino, desde livros que preferem sofisticar as explicações e torná-las complicadas até a parte onde a maioria não aprende a desenvolver um raciocínio lógico, decorando apenas o suficiente para poder passar em provas.

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“Imagine que a única vez que você vá jogar futebol, seja na escola. Primeiro você estuda a teoria, em seguida, os exercícios, uma série de dribles. 50 dribles com o pé direito, depois 50 dribles com o pé esquerdo, e, finalmente, você pode jogar uma vez por semestre.

As pessoas odiariam futebol! Este não é o caminho certo… longe disso. Um dia, iremos abordar a matemática dizendo: Vamos ter um pouco de diversão e ver o que nos agrada lá.”

Em contrapartida o filme mostra a paixão e admiração que matemáticos tem por seu objeto de estudo, tal paixão acaba sendo comparada para uma forma de arte, onde se vê a beleza de uma equação perfeita.

Como eu odiava a matemática acaba ganhando mais tarde um tom sério ao tratar o papel que a matemática exerceu na história, mencionando os problemas da bolsa de valores e até mesmo o desafio de Alan Turing em decifrar a máquina Enigma na Segunda Guerra Mundial, história que foi retratada recentemente no filme O Jogo da Imitação.

Peyon consegue em seu filme transformar um assunto aparentemente maçante como a matemática em algo bastante interessante e algumas vezes esclarecedor.

[1] [2]

 

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About Ems Monteiro

Na casa dos 20 anos, sou amante dessa cidade cinza que não dorme e nos surpreende em cada esquina, estação, museu... Fazendo faculdade de Arquitetura e Urbanismo e tentando sempre colocar minhas séries em dia, uma tarefa quase impossível.

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