Resenha | Holy Cow: Uma Fábula Animal – David Duchovny

Holy CowUma vaca, um porco, um camelo, um peru e um cão, poderia ser mais um filme da Dream Works, mas esses são os protagonistas do livro Holy Cow, escrito pelo ator David Duchovny (Arquivo X e Californication). 

Com animais falantes, situações completamente inusitadas, e muito, mas muito humor negro. O livro é cheio de referências a cultura pop, das mais óbvias como Babe – Um Porquinho Atrapalhado e Revolução dos Bichos do George Orwell, existe outras não tão claras como títulos com músicas do Pink Floyd. Além de críticas sociais, sobre alimentação, racismo, sexualidade, religião, política, tudo, o que do meu ponto de vista foi um jeito leve de falar sobre assuntos que envolvem nosso dia a dia. 

Me interessei pelo livro pela capa fofinha, apesar de entender o título só no meio do livro, e daqui a pouco falo o porquê.

O livro começa contando a história de Elsie, uma vaca que sempre se sentiu diferente das outras vacas, e que tem uma opinião muito peculiar sobre tudo e qualquer coisa, e que resolve escrever um livro em formato de roteiro para mostrar suas memórias para os produtores de Hollywood.

Elsie começa falando de sua vida pacata na fazenda até o momento em que ela assiste ao Deus Caixa Luminosa (Televisão) e vê um programa onde as vacas são abatidas, e aí começa sua jornada, descobrir um lugar onde as vacas são amigas, não comida. Depois que ela começa a pesquisar um lugar seguro, descobre a Índia, e foi aí que tudo fez sentido “Holy” = SANTA “Cow”= VACA; as vacas são sagradas na Índia, me senti bem besta de não ter percebido antes.

Era verdade. Era tudo verdade. Eu era uma rainha.

Partindo do mesmo princípio, há um porco judeu, que quer ir para a faixa de Gaza e um Peru que está fugindo da Ação de Graças diretamente para a Turquia, todos querem seHoly Cow Illustrationsr livres e viver suas vidas como querem.

Não curti o subtítulo. Uma fábula animal. Se tem lição de moral e animais falando, só pode ser fábula, afinal de contas. Mas a tradução está impecável, por ter muitas referências e trocadilhos, é de se imaginar que perderia muito do sentido, mas isso não acontece. 

Os humanos não só nos comem, mas também jogam muitos de nós fora sem nos comer. Nos jogam fora como lixo desprezível. Se eu vou ser morta para virar comida, pelo menos me coma e me cague e me deixe reingressar no ciclo da natureza.

Achei inteligente da Record lançar como um livro para adultos, já que nos EUA foi lançado para adolescente e acho que a linguagem em alguns momentos não é muito própria.

Foi uma leitura muito rápida e divertida, há diversas ilustrações no mesmo estilo da capa, dentro do livro. Bom para curtir algo inteligente e leve ao mesmo tempo. 

Nós, os bovinos temos um ditado que vocês deveriam adotar: ” Algumas pretas, algumas brancas, algumas pretas e brancas, algumas amarelas, todas vacas.

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About Larissa Reeden

Larissa Monteiro (Reeden) - 23 anos Adoro ler, sou bem eclética com meus gostos literários, também gosto de séries de TV, principalmente as que abordam temas diferentes e filmes românticos (sue me). Mineira de nascimento, Paulistana de coração. Tenho gostos variados para tudo, gosto de viajar, escrever, curtir um parques em dia de sol, e de ir ao cinema, de ficar em casa, de ir pra um barzinho, ao café, tudo depende do clima e com quem. Não resisto a nada que envolva massa, molho e queijo e amo doces. Sou uma mistura de muitas personalidades.

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