Resenha | O Telephone – Luís Dill

telephoneTítulo: O Telephone

Autor: Luís Dill

Editora: Gaivota

SinopseHistórias paralelas se desenrolam simultaneamente, mas em tempos diferentes. Como isso é possível? São os mistérios da tecnologia. Ou seriam da antiguidade?

Quando Vitor Hugo recebe de seus pais um presente inusitado, um telefone preto, bem antigo, com pê agá, mesmo, telephone, coisas estranhas começam a acontecer. Ligações misteriosas são recebidas e o garoto descobrirá detalhes de um passado inimaginável e que trouxe reflexos inclusive para o seu presente.

 

Inspiration Box participou do Booktour 2015 do blog Drafts da Nica, e este foi o livro escolhido. O Telephone foi cedido para a leitura pelos blogs participantes pela Editora Gaivota. Então antes de mais nada, obrigada ao Drafts e à Editora Gaivota pelo convite e oportunidade de ler este livro! 🙂

TOTPJoE

 

Vitor Hugo é o personagem principal da história, e tudo na vida dele toma um rumo inusitado quando ele ganha de seus pais um presente que ele não queria de jeito nenhum: um telephone antigo, da época do pê agá, preto e pesado, com a marca escrita em letra cursiva e aparentemente em ótimo estado. O telephone é instalado em seu quarto e funciona. O toque é estridente e assusta de primeira, mas ele o deixa ali para agradar os pais – e a namorada, Amanayara, que acha o aparelho vintage uma graça.
telephone-06Vítor Hugo não espera muita coisa, mas logo recebe um telefonema, e fica surpreso quando a pessoa que ligou ri dele e dos oito dígitos que ele possui em seu número de telefone. A pessoa que ligou jura de pés juntos que seu número possui apenas quatro dígitos, e que o ano é 1961. Vítor Hugo tem certeza de que se trata de um trote.

Mais tarde, porém, ele percebe que não é bem assim, e que de alguma forma, através do telephone preto, ele consegue se comunicar com essa pessoa do passado, o que levanta questões em sua cabeça. A única pessoa para quem ele revela o fato é sua Fofucha (a namorada, Amanayara) que felizmente acredita nele e tenta entender a situação.

O livro se passa em vários períodos de tempo diferentes. No início, foi um pouco confuso, e eu não sabia muito bem o que estava acontecendo exatamente. Mas logo a narrativa se torna clara e a confusão passa. É, na verdade, uma forma bem inteligente de abordar a história do livro.

A escrita do Luís é clara e concisa, sem tempo pra perder. Isso é ótimo, porque acaba prendendo o leitor e, como a história é curta, você fica com o livro até o final. O estilo da narrativa se alterna entre diálogos e uma narrativa em terceira pessoa, o que ficou bem interessante em suas respectivas linhas do tempo. Acho que não dá pra explicar totalmente como o texto funciona bem, a menos que a pessoa tenha lido o livro.

20120808Além da escrita objetiva, gostei que a própria história não se prende muito a detalhes desimportantes. Ela passa rápido – o livro é curtinho, apenas 96 páginas – e mais cedo do que tarde, você se vê diante do clímax da história e louca para saber o que vem depois.

Honestamente, eu subestimei o livro. Não imaginava que seria tão bom. Achei que seria uma leitura chata e que eu faria por obrigação, mas realmente me prendi à história – que não gira apenas em torno do telephone e da conversa de Vítor Hugo com Iolanda, a mulher de 1961 – e aos personagens, e me vi gratamente surpresa pela leitura, que ganhou uma avaliação de 4 estrelas no meu skoob.

Eu definitivamente recomendo, e mais uma vez, agradeço ao Drafts da Nica (a Anna, principalmente, que fez o convite) e à Editora Gaivota por proporcionarem o Booktour e a oportunidade para lê-lo. Parabéns ao autor, Luís Dill, pela história e criatividade, também.

Para saber mais sobre o livro, podem acessar um dos links a seguir para mais informações e previews bem interessantes.

O Telephone no Skoob | O Telephone no site da Editora Gaivota

Espero que tenham gostado da resenha, e se gostaram, vão ler o livro e prestigiar um autor nacional, ok? 😉

Imagens: [1] [2] [3]

Imagem do Booktour cedida pelo Drafts da Nica para divulgação do evento.

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About Raquel Rodrigues

25 anos, cristã, enfermeira. Tenho alma de fangirl e sou viciada em twitter e chocolate. Amo coca-cola, e quase tudo que engorda (o que é uma pena). Amante da minha cama, de livros, música em inglês, seriados, e quase tudo que envolva super-heróis. Procrastinadora quase profissional. Aspirante à escritora, romântica incurável, sonhadora eterna. ;)

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